Calendário Turistico de Irará - Bahia

Os principais festejos e datas comemorativas do município

Na época em que Cabral descobriu o Brasil, moravam na região de Irará os índios PAIAIÁ.

Entretanto, a ocupação de nossas terras só começou a partir da primeira metade do século XVII com as entradas da Garcia d’Ávila e as sesmarias concedidas a João Peixoto Viegas. A ocupação efetiva, porém, de nossas terras pelos colonizadores portugueses só começou no fim do século XVII e início do século XVIII (data básica: 1.717), marcada pelo Capitão Antônio Homem de Fonseca Correia e Diogo Alves Campos, os primeiros senhores das terras de nosso município, que na época pertenciam à Vila de Cachoeira, criada em 1.691, confrontando-se com a Vila de Água Fria (criada por Carta Régia de 24 de abril de 1.727), por uma linha imaginária que ia da Lagoa das Cabaças até a Serra de Irará.

A colonização do município veio, provavelmente, através de Cachoeira, pelo sul de nosso município atual. Diogo Alves Compos instalou em seu curral de gado onde hoje é a Fazenda Brotas, pois naquele sítio se erguia a Capela de Nossa Senhora das Brotas, cujas ruínas foram substituídas por uma pequena capela que existe no mesmo local.

No sítio em que se encontra a Praça da Purificação, que era um curral de cabras, foi construída uma capela pelo pai do Padre Antônio Correia, que ali rezou sua primeira missa. Essa capela pertencia à freguesia de São José das Itapororocas, assim como a de Brotas e, quando criada a freguesia de Nossa Senhora da Purificação, pelo Decreto nº 153, de 28/02/1842, essa capela funcionou como matriz até a década de 1.930, quando foi demolida. Então, construiu-se a atual igreja matriz na Praça Pedro Nogueira.

O florescimento do arraial de Purificação se deu com a abertura da estrada que ligava o porto de Cachoeira com a Vila de Água Fria, encontrando-se com a estrada de Pindá, que ia para as minas de Jacobina, Rio São Francisco e Piauí. Segundo Monsenhor Renato (de Andrade) Galvão, essa estrada não foi apenas de penetração, mas também de caráter econômico, pois por ela descia o gado e se transportava o fumo de toda a região para o porto de Cachoeira, com pousada no sítio onde hoje é Feira de Santana: A freguesia de São José das Itapororocas teve um papel importante no crescimento dos arraias de nossa sede, de Bento Simões e de Caroba, cujas igrejas são monumentos de nossa história.

No início do século XIX, a Vila de Água Fria não era mais um centro de criatório de gado e se encontrava em decadência, principalmente depois da emancipação da vila de Inhambupe, e do progresso das feiras de gado de Feira de Santana. O arraial da Purificação estava situado à margem da estrada para Cachoeira e muito mais perto das povoações que cresciam na bacia dos rios Pojuca, Jacuípe e Inhambupe, cujo escoadouro natural era o porto de Cachoeira, com destino à capital da Bahia.
Participamos das lutas da Independência através dos Encourados de Pedrão.


Através de uma lei da Assembléia Provincial de 10 de junho de 1.823, a sede da vila de Água Fria foi transferida para o Arraial da Purificação dos Campos, que ainda pertencia ao município de Cachoeira. A Câmara e o povo de Água Fria resistiram à mudança, não cumpriram a Lei e o Governo da Província resolveu conciliar, criando o município de Feira de Santana por uma lei de 13 de setembro de 1.832, anexando a ele as freguesias da Purificação dos Campos e a de Pedrão, com suas capelas de Bento Simões e Coração de Maria.


CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO

A partir de setembro de 1.832, o município pertenceu a Feira de Santana, até 27/05/1842. Foi nesse ano que a Assembléia Provincial da Bahia, pela Lei nº 173, extinguiu o município de Água Fria e criou a Vila da Purificação dos Campos de Irará,constituído pelo território da antiga Vila de Água Fria e os das freguesias de Nossa Senhora da Purificação e do Sagrado Coração de Bom Jesus de Pedrão, antes pertencentes à Vila de Feira de Santana, passando a pertencer à comarca de Inhambupe. Para Purificação foi transferida a Cadeira de Latim e o Pelourinho, que funcionavam em Água Fria.

ELEVAÇÃO A CIDADE

Finalmente, a vila foi elevada a cidade pela Lei nº 100, de 08 de agosto de 1.895, com o nome de Irará.
Muitos dos arraias e freguesias que pertenceram ao território de Irará na data de sua emancipação (Serrinha, Coité, Coração de Maria e outros) foram emancipados, sendo nosso território finalmente, em 1.962, reduzido à dimensão atual (279 km²), com a criação dos municípios de Água Fria, Ouriçangas, Pedrão e Santanópolis. Sem dúvida esses desmembramentos foram resultantes do progresso e do desenvolvimento de nossa região.

Hoje nossa população estimada em 2.017 é de 30.000 habitantes.

Irará pertence segundo IBGE, à Microrregião de Feira de Santana, Mesorregião Centro Norte Baiano. Na regionalização do Estado da Bahia, está inserida na Região Econômica 7 do Paraguaçu e na Região Administrativa de Feira de Santana.
O município possui uma área de 271 quilômetros quadrados, conforme o Censo de 2.000. Seu clima é variado, úmido e subumido, com solos podzolico vermelho/amarelo, equivalente a Eutrófico e solos Litólicos Eutróficos.

Apresenta aptidão climática para as culturas de côco-da-baía, banana,cana de açúcar, abacaxi, milho, soja, feijão, amendoim, algodão e tendo relevante participação na produção das culturas de fumo e mandioca.

A vegetação predominante no município é de caatinga e tabuleiros, ocorrendo ainda vestígios de mata atlântica.

O município é banhado pelos rios de cursos temporários, Seco e Paramirim.

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